O Brasil realiza neste sábado, 22 de agosto, o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação. A mobilização acontece em todo o país e tem como principal objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos.
A campanha começou no dia 3 de agosto e seguirá até 1º de setembro. Durante esse período, os serviços de saúde oferecem diferentes imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, de acordo com a idade, o histórico de cada pessoa e as doses que eventualmente estejam pendentes.
A orientação do Ministério da Saúde é que pais, mães e responsáveis aproveitem o Dia D para levar crianças e adolescentes a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a outro ponto de vacinação disponibilizado pelo município. O principal documento que deve ser apresentado é a caderneta de vacinação, que permitirá aos profissionais verificar quais doses já foram recebidas e quais precisam ser atualizadas.
A iniciativa busca facilitar o acesso da população à vacinação e recuperar coberturas vacinais que são fundamentais para impedir a circulação e o retorno de doenças que podem ser prevenidas por imunizantes.
Durante a campanha, podem ser oferecidos até 20 tipos de vacinas que fazem parte do calendário nacional. A aplicação não significa que todas as pessoas receberão todas as doses.
Cada criança ou adolescente será avaliado individualmente pelos profissionais de saúde, considerando a idade e o histórico registrado na caderneta. Somente serão aplicadas as vacinas indicadas para aquela pessoa e que estejam pendentes.
Entre os imunizantes que podem fazer parte da atualização estão vacinas contra poliomielite, sarampo, caxumba e rubéola, hepatites A e B, meningites, febre amarela, influenza, covid-19, HPV, dengue, tuberculose, difteria, tétano, coqueluche, varicela e rotavírus. Também estão disponíveis vacinas pneumocócicas, meningocócicas e outros imunizantes previstos no calendário.
A campanha, portanto, não é destinada a uma única doença. A proposta é fazer uma espécie de revisão da situação vacinal e aproveitar a mobilização para colocar em dia as doses que estiverem atrasadas ou que ainda não tenham sido aplicadas.
Uma das principais novidades deste ano é a presença da vacina pneumocócica 20-valente, conhecida como Pneumo 20.
O imunizante foi incorporado ao Calendário Nacional de Vacinação em junho de 2026 e amplia a proteção contra diferentes tipos da bactéria pneumococo. Essa bactéria pode provocar doenças graves, entre elas pneumonias e meningites.
A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos, seguindo o esquema definido pelo Ministério da Saúde para cada faixa etária. A inclusão do imunizante na campanha representa uma ampliação da proteção oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para os responsáveis, a principal recomendação é não tentar definir por conta própria quais vacinas devem ser aplicadas. A caderneta deve ser apresentada aos profissionais de saúde, que verificarão as doses necessárias de acordo com as regras do calendário.
O Dia D também ocorre em um momento de atenção especial ao sarampo.
O Ministério da Saúde informou que houve aumento de casos da doença na Região das Américas e registro de casos importados no Brasil. Por isso, foi intensificada a vacinação contra o sarampo em Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista.
Nessas localidades, a estratégia contempla pessoas de 6 meses a 59 anos, com o objetivo de impedir a reintrodução da circulação do vírus no país.
Entre 3 e 14 de agosto, mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nos três municípios. Desse total, aproximadamente 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos.
O Brasil recebeu, em novembro de 2024, a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e mantém esse status. A vacinação continua sendo uma das principais estratégias para evitar que a doença volte a circular de forma sustentada no território nacional.
Manter as vacinas em dia não protege somente quem recebe a dose. A vacinação também contribui para reduzir a circulação de vírus e bactérias na comunidade.
Quando muitas pessoas deixam de receber os imunizantes recomendados, aumenta a possibilidade de doenças que estavam controladas voltarem a encontrar espaço para circular.
Esse risco é especialmente relevante no caso de doenças altamente transmissíveis, como o sarampo e a poliomielite.
Por isso, campanhas de multivacinação têm justamente a função de localizar pessoas que estejam com alguma dose atrasada e facilitar o acesso aos serviços de saúde.
Além da proteção individual, a ampliação das coberturas vacinais ajuda a proteger pessoas que não podem receber determinados imunizantes ou que apresentam maior vulnerabilidade a algumas doenças.
As vacinas incluídas no Calendário Nacional de Vacinação são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.
Durante a campanha, a população poderá procurar as UBSs e demais pontos de vacinação organizados pelas prefeituras e secretarias de saúde.
Os horários e os locais de atendimento podem variar de uma cidade para outra. Por isso, a recomendação é verificar previamente quais unidades estarão abertas e quais serão os horários definidos pela secretaria municipal de saúde.
Em algumas cidades, além das UBSs, podem ser montados postos temporários ou pontos estratégicos para ampliar o alcance da mobilização.
Para participar do Dia D, é recomendável levar a caderneta de vacinação da criança ou do adolescente.
Esse documento é importante porque permite que a equipe de saúde identifique as doses que já foram aplicadas e confira quais estão pendentes.
Caso a caderneta não esteja disponível, é importante procurar orientação no serviço de saúde sobre a possibilidade de localizar o histórico de vacinação nos sistemas oficiais.
A decisão sobre quais doses serão aplicadas deverá ser tomada pela equipe de vacinação, de acordo com as regras do calendário e com a situação individual de cada pessoa.
Embora o sábado, 22 de agosto, seja o principal momento de mobilização nacional, a campanha não termina nesse dia.
A Campanha Nacional de Multivacinação começou em 3 de agosto e continuará até 1º de setembro. Portanto, quem não conseguir comparecer no Dia D ainda poderá procurar os serviços de vacinação durante o período da campanha, conforme a organização de cada município.
A mobilização nacional busca elevar as coberturas vacinais e facilitar a regularização da situação de crianças e adolescentes.
O Ministério da Saúde informou que mais de 180 milhões de doses já haviam sido distribuídas ao longo de 2026 para garantir o abastecimento da vacinação em todo o país.
Entre as doenças que podem ser prevenidas pelas vacinas oferecidas durante a campanha estão algumas que podem provocar complicações graves e até levar à morte.
A vacinação protege contra doenças respiratórias, infecções bacterianas, doenças virais e enfermidades que podem provocar sequelas importantes.
No caso do HPV, por exemplo, a vacinação está relacionada à prevenção de infecções que podem levar a diferentes tipos de câncer. Já as vacinas contra meningococos e pneumococos ajudam a proteger contra doenças que podem evoluir rapidamente e causar complicações graves.
A proteção contra a poliomielite também continua sendo uma prioridade. A doença pode provocar paralisia e, embora o Brasil tenha eliminado a circulação do vírus, a manutenção de altas coberturas vacinais é essencial para impedir sua reintrodução.
O mesmo princípio vale para o sarampo. Mesmo após a eliminação da circulação endêmica, casos importados podem ocorrer, tornando a manutenção da vacinação uma medida fundamental de prevenção.
O Dia D representa uma oportunidade para famílias que, por diferentes motivos, não conseguiram manter o calendário vacinal atualizado.
A rotina corrida, mudanças de endereço, dificuldades para comparecer aos postos e até dúvidas sobre quais doses devem ser tomadas podem fazer com que algumas vacinas acabem atrasadas.
A campanha permite que os responsáveis procurem um serviço de saúde e recebam orientação profissional sobre a situação vacinal.
Em vez de tentar acompanhar individualmente todas as mudanças e intervalos do calendário, a família pode apresentar a caderneta e deixar que a equipe verifique quais imunizantes são indicados.
A realização de campanhas nacionais de multivacinação também está relacionada ao desafio de manter elevadas as coberturas vacinais.
A proteção coletiva depende de uma quantidade suficientemente alta de pessoas imunizadas. Quando a cobertura cai, doenças que estavam controladas podem voltar a circular.
Por isso, a estratégia do Ministério da Saúde combina a vacinação de rotina com períodos de mobilização nacional.
O Dia D funciona como um esforço concentrado para chamar a atenção da população e facilitar o acesso aos serviços de saúde.
A orientação é simples: verificar a caderneta de vacinação, procurar o posto indicado pela prefeitura ou secretaria de saúde e permitir que os profissionais façam a avaliação do histórico.
Não é necessário tomar todas as vacinas disponíveis. Cada pessoa receberá apenas aquelas que forem recomendadas para sua faixa etária e que estejam pendentes, de acordo com as regras do calendário.
Também é importante observar que horários e locais de atendimento não são necessariamente iguais em todas as cidades. Antes de sair de casa, vale consultar os canais oficiais da secretaria municipal de saúde para confirmar onde a vacinação estará disponível.
O Dia D deste sábado reúne uma série de ações com um objetivo comum: ampliar a proteção da população e evitar que doenças preveníveis voltem a ganhar espaço.
Para crianças e adolescentes menores de 15 anos, a campanha representa uma oportunidade de revisar toda a situação vacinal e corrigir eventuais atrasos.
A novidade da Pneumo 20 amplia a proteção oferecida às crianças menores de 5 anos, enquanto a intensificação contra o sarampo reforça a necessidade de manter as vacinas atualizadas diante do cenário epidemiológico das Américas.
Com 20 imunizantes disponíveis de acordo com as necessidades de cada pessoa, a campanha pretende alcançar famílias em todo o país.
A vacinação continua sendo uma das principais ferramentas de prevenção em saúde pública. Por isso, o Dia D não deve ser visto apenas como uma ação de um sábado, mas como parte de uma estratégia mais ampla para manter a população protegida ao longo do ano.
A Campanha Nacional de Multivacinação segue até 1º de setembro, e os responsáveis devem procurar os serviços de saúde para conferir se crianças e adolescentes estão com todas as doses recomendadas em dia.
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