Um acidente envolvendo um fio de internet deixado em baixa altura em uma via de Goiânia deixou ferido o técnico de enfermagem Jadison Feitosa da Silva, de 44 anos. O caso aconteceu no dia 22 de agosto, na região da Praça Tamandaré, no Setor Oeste, e envolveu também o filho da vítima, de 10 anos, que estava na motocicleta no momento da ocorrência.
Segundo o relato do motociclista, ele havia parado em um semáforo localizado próximo à Praça Tamandaré e, depois que o sinal abriu, seguiu pela via no sentido da Praça Cívica. Ao passar nas proximidades de um posto de combustíveis, percebeu que havia um cabo atravessado na pista, aparentemente em uma altura muito baixa.
Jadison contou que trafegava de motocicleta a uma velocidade estimada entre 30 km/h e 40 km/h quando percebeu o obstáculo. Ele acionou os freios na tentativa de evitar a colisão, mas não conseguiu parar a tempo. O fio acabou atingindo e se enrolando na região do pescoço do motociclista, provocando a queda dele e do filho.
O acidente ocorreu por volta das 18h15 e chamou a atenção de pessoas que estavam nas proximidades. Após a queda, populares se aproximaram para prestar os primeiros socorros enquanto o atendimento especializado era acionado.
Uma motolância chegou primeiro ao local e, posteriormente, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encaminhou o motociclista ao Hospital Estadual de Urgências de Goiânia (Hugo).
O filho de Jadison também caiu da motocicleta, mas não sofreu ferimentos graves. O pai, porém, precisou receber atendimento médico em razão dos impactos provocados pelo acidente.
No hospital, foram realizados exames de imagem para avaliar possíveis lesões. Tomografias da face e do pescoço não identificaram ferimentos nessas regiões. Um exame de raio-X, entretanto, constatou uma fratura na falange distal do hálux, o dedão do pé direito. O local precisou ser imobilizado.
Além da fratura no pé, o motociclista ficou com inchaço e hematomas no pescoço e no tórax. Dias depois do acidente, ele ainda relatava dores e dificuldades para realizar atividades básicas, como se alimentar e dormir.
De acordo com o relato divulgado pelo Mais Goiás, Jadison afirmou que ainda sentia dores na garganta e no tórax. A região do pescoço também permanecia sensível após o impacto provocado pelo cabo.
O motociclista afirmou ainda que moradores e estabelecimentos comerciais da região estariam enfrentando problemas de conexão no período do acidente. Segundo ele, o fio aparentava pertencer a uma empresa de telefonia ou internet.
A situação envolvendo cabos baixos, rompidos ou abandonados é um problema recorrente em áreas urbanas e pode representar riscos tanto para motociclistas quanto para pedestres e motoristas. Quando instalados ou deixados de maneira inadequada, fios podem se transformar em obstáculos perigosos, principalmente em ruas de grande circulação.
O caso ocorrido no Setor Oeste chama atenção justamente pela altura em que o cabo estava instalado. Para quem trafegava pela via, o fio acabou funcionando como uma barreira praticamente invisível até o momento em que o motociclista percebeu sua presença.
Acidentes desse tipo podem provocar consequências graves, principalmente quando o cabo atinge a região do pescoço. Além da possibilidade de queda, existe o risco de lesões provocadas diretamente pelo contato com o fio e pelos impactos posteriores contra o asfalto.
No caso de Jadison, o acidente provocou ferimentos que ainda apresentavam sintomas dias depois. Apesar de os exames não terem apontado lesões na face ou no pescoço, o motociclista continuava sentindo dores e aguardava o laudo médico completo.
A vítima também informou que pretendia registrar um boletim de ocorrência após receber a documentação médica do hospital. Até o momento relatado pela reportagem, o registro ainda não havia sido feito.
A identificação da empresa responsável pelo cabo e as circunstâncias que levaram o fio a ficar atravessado na via ainda precisam ser esclarecidas. A existência de um cabo em baixa altura em uma rua movimentada levanta questionamentos sobre manutenção e fiscalização da rede aérea de telecomunicações.
O episódio ocorre em meio a discussões sobre a quantidade de fios instalados nos postes e sobre a necessidade de retirar cabos abandonados ou organizar as redes de telecomunicações em Goiânia.
Nos últimos meses, a cidade tem intensificado ações voltadas à retirada de fios e à organização de cabos em diferentes regiões. A preocupação das autoridades está relacionada tanto à poluição visual quanto aos riscos que redes desorganizadas podem representar para a população.
A ocorrência envolvendo Jadison reforça a preocupação com situações que ultrapassam a questão estética. Um cabo solto ou instalado de forma inadequada pode provocar acidentes e colocar em risco pessoas que circulam diariamente pelas ruas da capital.
Para motociclistas, o perigo é ainda maior porque qualquer obstáculo inesperado pode provocar perda de equilíbrio e uma queda. Em velocidades mesmo moderadas, a colisão com um objeto atravessado na pista pode resultar em ferimentos.
O acidente também evidencia a importância de que cabos danificados ou que apresentem risco sejam comunicados rapidamente às empresas responsáveis e aos órgãos competentes. A manutenção adequada da infraestrutura de telecomunicações é fundamental para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.
Enquanto Jadison se recupera dos ferimentos, o caso serve de alerta para um problema que pode passar despercebido por quem circula pelas ruas. Fios baixos, rompidos ou abandonados devem ser tratados como possíveis riscos à segurança, especialmente em vias movimentadas.
O episódio envolvendo o técnico de enfermagem e seu filho demonstra como uma situação aparentemente simples pode terminar em acidente e atendimento hospitalar. A expectativa agora é de que o caso seja devidamente esclarecido e que medidas sejam adotadas para evitar novos acidentes relacionados a cabos instalados de maneira irregular nas ruas de Goiânia.
A ocorrência também reforça a necessidade de atenção dos órgãos públicos e das empresas de telecomunicações para a manutenção das redes. Além de garantir a continuidade dos serviços, a organização e a segurança dos cabos são essenciais para preservar a integridade de motoristas, motociclistas e pedestres que utilizam diariamente as vias da capital.
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