
Vias respiratórias em formação deixam os pequenos mais expostos e vulneráveis à baixa umidade
O mês de setembro em Goiânia se mantém sob alerta de tempo seco. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a umidade relativa do ar pode chegar a 14%, índice considerado crítico e muito abaixo do mínimo recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), de 60%. A combinação entre altas temperaturas e baixa umidade derruba a qualidade de vida, deixando a população mais exposta a doenças respiratórias, sobretudo as crianças.
Os reflexos são sentidos de imediato. Coriza, garganta arranhando, sensação de areia nos olhos, pele ressecada e noites de sono mais pesadas estão entre os sintomas mais relatados. Com o ar seco, as mucosas perdem a capacidade de proteção contra agentes externos, abrindo caminho para crises de rinite, sinusite, faringite e até complicações de bronquite e asma.
A pediatra Mirna de Sousa, membro da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), explica que as crianças têm vias respiratórias ainda em formação e, por isso, menos defesas contra vírus e bactérias. “O ressecamento das mucosas compromete a barreira natural de proteção, deixando o organismo mais exposto a infecções. É comum observar aumento de atendimentos por crises respiratórias nessa época do ano”, afirma.
Além disso, a dificuldade em manter uma rotina de hidratação adequada e a maior sensibilidade ao calor tornam esse grupo ainda mais suscetível. Segundo a médica, sintomas aparentemente simples, como espirros e nariz congestionado, podem evoluir para infecções quando não tratados com os devidos cuidados.
Como aliviar os efeitos do tempo seco
Para enfrentar os dias de seca, a especialista recomenda medidas simples que podem fazer diferença no bem-estar das crianças:
* Incentivar a ingestão frequente de água, mesmo sem sede.
* Oferecer frutas ricas em líquidos, como melancia, laranja e melão.
* Lavar o nariz com soro fisiológico várias vezes ao dia.
* Usar hidratante na pele logo após o banho.
* Em caso de olhos irritados, recorrer a colírios lubrificantes
Ambiente mais saudável
* Manter toalhas úmidas ou recipientes com água no quarto.
Usar umidificadores de ar quando possível.
* Evitar varrer a casa a seco; prefira pano úmido para não levantar poeira.
* Deixar janelas abertas nos horários mais frescos para ventilação.
Rotina de proteção
* Evitar atividades físicas ao ar livre entre 10h e 16h.
* Colocar roupas leves e confortáveis nas crianças.
* Manter a vacinação em dia para prevenir complicações respiratórias.
* Redobrar os cuidados em ambientes fechados e mal ventilados, que favorecem a circulação de vírus.
Apesar de a seca ser um fenômeno esperado no Centro-Oeste, a médica alerta que a atenção não pode ser negligenciada. “Pequenos ajustes nos hábitos ajudam a enfrentar o período mais árido do ano, sobretudo quando se trata das crianças, que sentem primeiro e com maior intensidade as consequências do tempo seco”, finaliza.
Fonte – Campos Nogueira Comunicação:
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