Agro brasileiro se mobiliza para evitar embargo da UE à carne; Goiás exportou US$ 189 milhões em 2025

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O setor do agronegócio brasileiro intensificou ações e articulações para tentar evitar um possível embargo da União Europeia à carne produzida no país. A preocupação ganhou força após o bloco europeu impor novas exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal, o que pode impactar diretamente as exportações brasileiras caso as regras não sejam atendidas dentro do prazo estabelecido.

Em meio a esse cenário de incertezas, Goiás se destaca como um dos principais estados exportadores de proteína animal do país. Em 2025, o estado movimentou aproximadamente US$ 189 milhões em exportações de carne, reforçando sua relevância no comércio internacional do setor e a dependência de mercados externos para parte da produção agropecuária.

A decisão da União Europeia está ligada a uma revisão das normas sanitárias do bloco, que busca reduzir riscos associados à resistência antimicrobiana. As autoridades europeias exigem garantias mais rígidas de que os produtos importados não utilizam substâncias proibidas ou controladas ao longo de toda a cadeia produtiva animal. O Brasil, que estava anteriormente habilitado a exportar para o mercado europeu, foi retirado da lista de países autorizados após avaliação técnica que apontou a necessidade de adequações no sistema de controle e rastreabilidade. A medida afeta não apenas a carne bovina, mas também outras proteínas de origem animal, como aves e derivados.

O governo brasileiro e entidades do setor produtivo, como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de associações da indústria de carnes, como a Abiec e a ABPA, têm atuado em conjunto para apresentar respostas técnicas às exigências europeias e evitar prejuízos ao comércio exterior. Entre as estratégias discutidas estão a ampliação dos mecanismos de rastreabilidade, o fortalecimento de protocolos sanitários e a comprovação documental mais rigorosa sobre o uso de medicamentos na produção animal. O objetivo é demonstrar conformidade com os padrões exigidos pela União Europeia e manter o acesso ao mercado.

Apesar da preocupação do setor, entidades afirmam que o Brasil segue trabalhando para se adequar às exigências internacionais e que não há, neste momento, confirmação definitiva de suspensão total das exportações. O cenário ainda depende de negociações técnicas e da apresentação de garantias adicionais ao bloco europeu. O caso é acompanhado de perto pelo setor agropecuário, já que a União Europeia representa um mercado estratégico para a carne brasileira, tanto em volume quanto em valor agregado, e qualquer restrição pode gerar impactos significativos na cadeia produtiva e nas exportações nacionais.

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