

O Irã afirmou que não pretende reabrir o Estreito de Ormuz enquanto não houver o encerramento definitivo da guerra em andamento com Estados Unidos e Israel. A declaração foi feita por autoridades iranianas e divulgada por meio da agência de notícias Fars News Agency, repercutindo a posição oficial de Teerã sobre a passagem estratégica.
Segundo o governo iraniano, qualquer retomada do tráfego de navios comerciais na região dependerá diretamente do fim completo do conflito e do cumprimento de condições de segurança estabelecidas pelo próprio país. O vice-ministro da Defesa do Irã, brigadeiro-general Reza Talaei-Nik, destacou que a reabertura do estreito só será considerada quando houver garantias de que a soberania e a segurança nacional não estarão em risco.
A declaração foi feita durante um encontro internacional de autoridades da área de defesa realizado em Bishkek, no Quirguistão. Na ocasião, o representante iraniano reforçou que o Estreito de Ormuz continuará sob restrições enquanto o cenário de guerra persistir. O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde passa grande parte do petróleo transportado globalmente. Por isso, qualquer bloqueio ou limitação no fluxo de embarcações gera impacto direto no mercado internacional de energia.
As autoridades iranianas também reiteraram que as restrições atuais são uma resposta às ações militares atribuídas a Estados Unidos e Israel na região. Segundo Teerã, não há previsão para normalização da passagem enquanto não houver um acordo que encerre completamente o conflito. O governo iraniano ainda sinalizou que a situação permanece em estado de guerra e que novas medidas poderão ser adotadas caso haja novos ataques contra o país.
O post Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz ao fim total da guerra e mantém restrições na rota estratégica do petróleo apareceu primeiro em Sucesso Notícias.





