

O Brasil registra um aumento expressivo no número de mortes associadas à Influenza A, vírus responsável pela chamada “supergripe”, segundo o mais recente boletim do InfoGripe, sistema de monitoramento da Fiocruz. Nos últimos quatro períodos epidemiológicos, os óbitos ligados à doença subiram 36,9%, sinalizando maior circulação do vírus e um cenário de atenção para o sistema de saúde.
O crescimento das mortes por gripe grave acompanha a elevação de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em grande parte do país, sendo observado sobretudo nas regiões Nordeste, Sudeste, Norte e Centro‑Oeste. Alguns estados, no entanto, como Pará, Ceará e Pernambuco, reportam queda nos registros, enquanto o Paraná começa a mostrar tendência de alta.
Além da influenza, outros vírus respiratórios também ganharam destaque neste período. Óbitos associados ao rinovírus aumentaram cerca de 30%, e os relacionados à Covid‑19 cresceram aproximadamente 25,6%, de acordo com a análise dos dados epidemiológicos.
Diante deste quadro, especialistas reforçam a importância da vacinação contra a gripe como principal estratégia de prevenção, especialmente para grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e profissionais que lidam com o público. A campanha nacional de imunização contra a influenza teve início em 28 de março e segue até o final de maio.
Autoridades de saúde lembram ainda que medidas básicas de proteção, como higienizar as mãos, evitar contato próximo com pessoas doentes e buscar atendimento médico ao surgirem sintomas continuam sendo fundamentais para reduzir complicações e pressão sobre hospitais.
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