
O Brasil segue como referência global em reciclagem de latas de alumínio. Em 2024, o país atingiu um índice de 97,3% de reaproveitamento, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14) pela Recicla Latas, associação que reúne fabricantes e recicladores do setor. Esse desempenho marca o 16º ano consecutivo com taxa acima de 96%, reforçando a solidez da cadeia de logística reversa nacional.
O volume reciclado no último ano chegou a 33,9 bilhões de latinhas, das 34,8 bilhões comercializadas. O alumínio reciclado volta às prateleiras em cerca de 60 dias, demonstrando a eficiência do sistema brasileiro, que conta com a participação ativa de milhares de catadores.
Catadores são parte essencial da cadeia
Boa parte do sucesso da reciclagem no país se deve ao trabalho dos catadores de materiais recicláveis, muitos dos quais atuam em condições de vulnerabilidade social. Estima-se que cerca de 800 mil catadores estejam envolvidos na coleta de resíduos no Brasil.
O presidente da Associação Nacional dos Catadores (Ancat), Roberto Rocha, defende que esses profissionais sejam também remunerados pelo serviço de coleta, não apenas pelo material entregue às recicladoras. Ele propõe que prefeituras e empresas privadas compartilhem os custos da atividade, valorizando o papel desses trabalhadores na sustentabilidade urbana.
Compromisso ambiental e social
A reciclagem de alumínio no Brasil é fruto da articulação entre diversos setores. A Recicla Latas atua em conjunto com a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas), além de ter firmado, em 2020, um termo de compromisso com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
A presidente da Abal, Janaina Donas, destaca que a reciclagem de alumínio vai além da questão ambiental: “É uma estratégia de competitividade, segurança de suprimento e essencial para a descarbonização do setor”, afirma.
Já o presidente da Abralatas, Cátilo Cândido, enfatiza o impacto social da atividade: “É uma cadeia estruturada que gera renda e oportunidades em todas as regiões do país”.
Logística reversa e economia circular
A reciclagem de latinhas faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), que estabelece a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, comerciantes, consumidores e o poder público no destino correto dos resíduos.
Com resultados consistentes, o Brasil reforça sua posição como líder global em economia circular, ao mesmo tempo em que busca avanços sociais para quem sustenta essa engrenagem na prática: os catadores.
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