
Um levantamento realizado pela Microsoft identificou as profissões que estão mais vulneráveis às mudanças causadas pela inteligência artificial (IA). A pesquisa analisou dados de interações entre usuários e a IA Copilot, ferramenta da empresa, para entender como a automação pode afetar diferentes áreas de trabalho.
O estudo, chamado “Working with AI: Measuring the Occupational Implications of Generative AI”, destacou que funções relacionadas à linguagem, criação de conteúdo e atividades repetitivas baseadas em dados são as que mais correm risco de substituição por tecnologias automatizadas.
Áreas como computação, comunicação e matemática, que envolvem produção e análise de textos, coleta e processamento de informações, foram apontadas como as mais suscetíveis à automação. Em contrapartida, profissões que exigem trabalho manual, habilidades específicas ou presença física — como saúde, educação e construção civil — tendem a ser menos afetadas pela tecnologia.
A análise se baseou em três etapas: identificação das tarefas mais solicitadas à IA, avaliação do desempenho da ferramenta nessas funções e cálculo da proporção do trabalho que poderia ser realizado com o auxílio da tecnologia. Com esses dados, foi criado um índice de aplicabilidade da IA, que indica o grau de automatização potencial para cada profissão.
Profissões com maior risco de automação incluem:
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Intérpretes e tradutores
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Redatores e autores
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Atendentes de suporte ao cliente
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Comissários de bordo
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Representantes de vendas
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Programadores CNC
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Jornalistas e repórteres
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Cientistas políticos
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Telemarketing
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Analistas de dados e consultores financeiros
Já as ocupações com menor risco, que exigem mais habilidades manuais ou contato direto, são:
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Operadores de máquinas e equipamentos industriais
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Auxiliares de enfermagem
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Massagistas e técnicos em saúde
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Trabalhadores da construção civil
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Empregadas domésticas e faxineiras
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Cirurgiões e profissionais da área médica especializada
Especialistas ressaltam que, apesar dos avanços da IA, o papel humano continuará fundamental no mercado de trabalho. No entanto, a transformação das funções será inevitável, exigindo adaptação e qualificação constante.
Segundo um estudo conjunto da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Instituto Nacional de Investigação da Polônia (NASK), aproximadamente 25% dos empregos globais estão potencialmente expostos aos impactos da inteligência artificial generativa, com maior incidência em países com renda mais alta.
O relatório destaca que a tendência será a transformação dos empregos, e não a completa substituição dos trabalhadores, reforçando a necessidade de políticas públicas para acompanhar essas mudanças.
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