Empresários que participaram de um jantar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite de segunda-feira (31), no Palácio da Alvorada, apresentaram duas principais preocupações para um eventual novo governo: o compromisso com o equilíbrio das contas públicas e a redução das taxas de juros.
O encontro, considerado tranquilo e positivo por pessoas que participaram da reunião, reuniu empresários e integrantes do governo em meio ao cenário de preparação para as eleições de 2026.
Durante a conversa, os empresários defenderam uma condução econômica capaz de melhorar a situação fiscal do país e criar condições para que os juros possam cair. A avaliação do setor empresarial é de que esses fatores são importantes para estimular investimentos, ampliar a atividade econômica e dar mais previsibilidade ao ambiente de negócios.
Lula e seus auxiliares que participaram do jantar afirmaram concordar com essa agenda e sinalizaram disposição para trabalhar nesse sentido. O presidente também pediu apoio aos empresários para que ajudassem a transmitir confiança a outros setores da economia sobre a condução de um possível novo mandato.
A intenção é melhorar a percepção de agentes econômicos em relação aos planos de um eventual novo governo e reforçar a mensagem de que haverá preocupação com as contas públicas.
Além das questões econômicas, o encontro também teve um forte componente político. Segundo relatos de participantes, Lula procurou apresentar sua candidatura como a melhor alternativa entre os nomes que devem disputar a Presidência em 2026.
Em determinado momento da conversa, o presidente fez críticas à família Bolsonaro e questionou a capacidade de seus integrantes para comandar o país. Ele também sugeriu uma comparação entre os candidatos a vice-presidente das diferentes chapas como forma de defender a composição de sua própria candidatura.
O jantar acontece em um período em que o cenário eleitoral começa a ganhar maior definição e no qual empresários e investidores acompanham atentamente as propostas econômicas dos principais candidatos.
Para o setor produtivo, questões como equilíbrio fiscal, juros, previsibilidade e confiança nas políticas econômicas estão entre os pontos considerados fundamentais para os próximos anos.
A reunião, portanto, serviu tanto para discutir preocupações econômicas quanto para aproximar o presidente de representantes do empresariado. As sinalizações dadas durante o encontro deverão ser acompanhadas pelos agentes econômicos, especialmente em relação à capacidade de um eventual novo governo de controlar as despesas públicas e criar condições para uma trajetória de juros menores.
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