
O exército israelense iniciou nesta terça-feira (16) uma operação terrestre na Cidade de Gaza, maior centro urbano do território palestino. Autoridades israelenses afirmaram que a ofensiva visa desmantelar a infraestrutura do Hamas, enquanto ordenam a evacuação de centenas de milhares de moradores.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, descreveu a ação em rede social como um ataque direto à estrutura terrorista e disse que as tropas estão lutando para criar condições para a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas. Até o momento, autoridades de saúde de Gaza reportaram pelo menos 24 mortos nas primeiras horas do ataque.
Evacuação e deslocamento da população
Cerca de 320 mil pessoas teriam deixado a Cidade de Gaza até agora, enquanto aproximadamente 650 mil permanecem, segundo um oficial de segurança israelense. Milhares de moradores estão fugindo em caravanas com seus pertences, sendo deslocados para áreas ao sul da cidade, que Israel classifica como “zona humanitária”.
A ofensiva ocorre após meses de movimentação militar nos arredores da cidade. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação faz parte de um plano para desmantelar o Hamas, exigindo que o grupo dependa as armas e não tenha papel futuro no território.
Reações internacionais e apoio dos EUA
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que visitou Israel na segunda-feira (15), demonstrou apoio à ofensiva, ressaltando que o Hamas deve entregar suas armas e liberar todos os reféns para encerrar o conflito. Ao mesmo tempo, organismos internacionais alertam que a evacuação em massa e a destruição de residências equivalem a deslocamento forçado, com condições críticas nas áreas para onde os moradores estão sendo levados.
Contexto do conflito
O ataque de outubro de 2023 realizado pelo Hamas contra Israel resultou em 1.200 mortos e cerca de 251 reféns, segundo dados israelenses. Desde então, a ofensiva israelense já matou mais de 64 mil palestinos e provocou crises humanitárias, incluindo escassez de alimentos. Atualmente, Israel controla aproximadamente 75% do território de Gaza.
A operação terrestre representa uma escalada significativa no conflito, enquanto líderes militares israelenses alertam para riscos aos reféns restantes e à segurança das tropas no terreno.
Fonte – REUTERS
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