
Durante a primeira quinzena de agosto, a Espanha enfrentou uma intensa onda de calor que pode ter provocado cerca de 1.149 óbitos, segundo estimativas do Instituto de Saúde Carlos III (ISCIII). O levantamento considerou o aumento da mortalidade diária entre os dias 3 e 18 de agosto, período em que as temperaturas chegaram próximas dos 40°C.
Embora o sistema utilizado para análise — conhecido como MoMo — não consiga afirmar com certeza absoluta que as mortes foram causadas diretamente pelo calor, ele oferece a melhor projeção atual sobre o impacto dessa onda de calor na mortalidade. Em julho, o mesmo sistema apontou para mais de mil mortes atribuídas às altas temperaturas, um aumento superior a 50% em comparação ao ano anterior.
Além do calor extremo, a Espanha também enfrenta grandes incêndios florestais, que já consumiram cerca de 373 mil hectares desde o início do ano, recorde histórico para o país. Diversas regiões, especialmente no noroeste, como Castela e Leão, Galícia, Astúrias e Extremadura, foram severamente afetadas, o que levou à evacuação de moradores e ao fechamento de estradas e linhas ferroviárias.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, ressaltou que a situação ainda é crítica e pediu atenção redobrada da população para enfrentar os desafios causados pelo clima. “Ainda temos horas difíceis pela frente”, afirmou durante visita a uma das áreas mais atingidas.
O fenômeno climático tem gerado emissões recordes de gases do efeito estufa devido às queimadas, que também ocorrem em Portugal, com a fumaça afetando a qualidade do ar em países vizinhos, como França, Reino Unido e na região da Escandinávia.
Investigações apontam que parte dos incêndios pode ter sido causada por descargas elétricas em tempestades sem chuva, mas também há suspeitas de incêndios criminosos, com dezenas de pessoas já presas e diversas investigações em andamento.
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