SUS terá novo medicamento contra ELA

SUS terá novo medicamento contra ELASUS terá novo medicamento contra ELA

O Sistema Único de Saúde (SUS) terá uma nova opção de tratamento para pacientes com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neurológica rara e progressiva que afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo. A incorporação da edaravona foi aprovada pelo Ministério da Saúde e representa um avanço no atendimento às pessoas diagnosticadas com a doença.

O novo medicamento será destinado principalmente a pacientes adultos que estão nos estágios iniciais da ELA, classificados nos graus 1 ou 2 da doença, com sintomas iniciados há até dois anos. A previsão é que o remédio esteja disponível na rede pública de saúde em até 180 dias após a publicação da decisão oficial.  A edaravona poderá ser utilizada sozinha ou em conjunto com o riluzol, que já faz parte do tratamento oferecido para alguns pacientes com ELA. A indicação e a combinação das terapias deverão ser avaliadas pelos profissionais de saúde de acordo com as características de cada caso.

Segundo análises técnicas que embasaram a decisão, o medicamento atua reduzindo o chamado estresse oxidativo, um processo associado à degeneração dos neurônios motores. Os estudos avaliados apontam que a terapia pode ajudar a desacelerar a perda de funções dos pacientes, embora não seja considerada uma cura para a doença. A esclerose lateral amiotrófica provoca a perda progressiva da força muscular e pode comprometer atividades simples do dia a dia, como caminhar, movimentar os braços, falar, engolir e respirar. Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas costumam envolver fraqueza muscular, atrofia, rigidez e espasmos.

Por ser uma doença de evolução contínua, o acompanhamento dos pacientes exige uma equipe multiprofissional. Além dos medicamentos, o cuidado envolve fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, acompanhamento nutricional e suporte respiratório, medidas importantes para preservar a autonomia e melhorar a qualidade de vida. A chegada da edaravona ao SUS amplia as possibilidades de tratamento para pessoas que convivem com a ELA e reforça a importância do acesso a novas tecnologias em saúde. Apesar dos avanços, especialistas destacam que o diagnóstico precoce e o acompanhamento regular continuam sendo fundamentais para oferecer melhores cuidados aos pacientes.

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