

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã da última terça‑feira (7/4/2026), a operação “Mercancia Torpe” para desarticular um esquema criminoso que manipulava a fila de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo vagas para cirurgias, exames e consultas mediante pagamento.
A investigação, conduzida pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), apurou que agentes públicos de órgãos de saúde da capital e de municípios do interior inseriam pacientes de forma irregular nos sistemas de regulação médica (SERVIR e SISREG) ou alteravam a prioridade de atendimento em troca de vantagem indevida, o que prejudicava usuários que aguardavam pelo atendimento de maneira regular.
Ao todo, foram cumpridos 52 mandados judiciais, incluindo 17 de busca e apreensão, seis de prisão temporária, cinco afastamentos de servidores públicos e 24 quebras de sigilos bancário e fiscal. As ações ocorreram em cidades como Goiânia, Goianira, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Corumbá de Goiás, Catalão, Cromínia, Cristianópolis, São Luiz do Norte e Maripotaba.
Os investigados poderão responder por diversos crimes, como falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informação, corrupção passiva, corrupção ativa e associação criminosa. A operação é um desdobramento de outra ação iniciada em 2023, a chamada “Operação Hipócrates”, que já havia identificado práticas semelhantes.
A investigação aponta que os pagamentos recebidos para furar a fila chegavam a valores expressivos, o que gerava sobrecarga no sistema de saúde pública e comprometia o acesso justo e gratuito aos serviços. A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás informou que identificou as irregularidades por meio de monitoramento interno e tem colaborado com as autoridades nas apurações.
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