

Especialistas alertam para uma possível alta significativa nas passagens aéreas nos próximos meses, motivada pelo aumento do preço do querosene de aviação (QAV), insumo que representa grande parte dos custos operacionais das companhias aéreas.
Na primeira semana de abril, a Petrobras anunciou um reajuste de mais de 50% no preço médio do QAV vendido às distribuidoras. Apesar de medidas para parcelar o impacto do aumento, a elevação já pressiona as despesas das empresas do setor e pode refletir diretamente nas tarifas cobradas aos passageiros.
Consultores do setor estimam que, caso o aumento do combustível seja repassado integralmente, os preços das passagens podem subir até 20%. Um cenário mais provável, segundo especialistas, seria uma elevação média de cerca de 15%, dependendo da estratégia das companhias e da ocupação dos voos.
O querosene de aviação é um dos principais componentes dos custos das aéreas. Com a alta do combustível, as empresas têm duas opções: absorver parte do aumento, reduzindo margens, ou repassar o custo aos consumidores. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alertou que a elevação dos custos pode ter “consequências severas” para o setor, afetando a conectividade doméstica e a viabilidade de algumas rotas menos lucrativas.
Além do impacto direto nos bilhetes, o aumento do QAV pode levar as companhias a ajustar a frequência de voos ou cortar trechos com menor demanda, pressionando ainda mais os preços em determinadas rotas.
Autoridades regulatórias e representantes do setor estudam alternativas para reduzir a pressão sobre os custos, incluindo medidas tributárias e instrumentos de financiamento para a compra de combustível. No entanto, no curto prazo, os passageiros devem sentir o efeito do aumento nas tarifas aéreas.
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