

O príncipe herdeiro Reza Pahlavi, líder exilado e figura histórica da antiga monarquia iraniana, fez um novo chamamento à população do Irã para retomar as manifestações contra o governo em um momento de grave turbulência interna no país. A convocação ocorre em meio a apagões de internet e telefonia, uma escalada da repressão e dezenas de mortes registradas nas últimas semanas de protestos populares.
As mobilizações que começaram no final de dezembro de 2025 inicialmente por questões econômicas — como inflação elevada e deterioração da moeda — rapidamente se transformaram em um movimento mais amplo contra o regime teocrático vigente. Em resposta às manifestações, o governo impôs um apagão total da internet e das linhas telefônicas, dificultando a comunicação entre manifestantes e com o exterior.
De acordo com grupos de direitos humanos e monitoramento da internet, pelo menos 42 pessoas foram mortas e mais de 2,200 detidas durante confrontos e operações de segurança para conter os protestos, que se espalharam por várias províncias e grandes cidades como Teerã.
Reza Pahlavi, que reside no exterior, tem usado suas redes e declarações públicas para instar os iranianos a continuarem nas ruas, promovendo uma série de manifestações coordenadas que incluem slogans contra a liderança atual e pedidos por mudanças políticas profundas. Suas mensagens enfatizam que a comunidade internacional está observando e que a resistência deve persistir para pressionar o regime da República Islâmica.
O contexto desses protestos e o bloqueio de comunicações geram repercussões internacionais, com declarações de preocupação de governos estrangeiros sobre o uso da força contra civis e as restrições à liberdade de expressão. A crise interna enfrenta um momento crítico, com a população enfrentando tanto a crise econômica quanto a resposta dura das autoridades.
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