

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa cem dias em prisão domiciliar nesta terça-feira (12), desde que o STF determinou sua reclusão em 4 de agosto de 2025, sob vigilância permanente da Polícia Federal. Apesar das restrições, o período foi marcado por visitas constantes e intensa articulação política dentro da mansão no Solar de Brasília, onde vive com Michelle Bolsonaro e a filha caçula.
Bolsonaro recebeu 69 pessoas em 62 encontros, entre deputados, senadores, governadores e líderes religiosos. Entre os visitantes mais frequentes estão Valdemar Costa Neto, Tarcísio de Freitas e Damares Alves. Os cultos semanais conduzidos por Michelle se tornaram rotina no confinamento.
As medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes proíbem o ex-presidente de se comunicar por redes sociais, de falar com diplomatas e de participar de eventos públicos. A decisão veio após o descumprimento das cautelares, quando Bolsonaro apareceu em vídeo durante atos políticos em São Paulo e no Rio.
Mesmo isolado, o ex-presidente segue orientando aliados e discutindo o planejamento eleitoral da direita para 2026, com possíveis nomes como Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior para a disputa presidencial. Também enfrenta tensões familiares, com os filhos Flávio e Eduardo em disputa por protagonismo político.
O STF rejeitou recentemente o recurso de Bolsonaro contra a condenação de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. O julgamento final, previsto para 14 de novembro, pode levar à prisão em regime fechado no Complexo da Papuda, embora a defesa tente manter a domiciliar por razões de saúde.
Enquanto aguarda o desfecho judicial, o Solar de Brasília se tornou o epicentro da oposição política — e o cenário onde Bolsonaro tenta preservar seu legado e sua influência sobre a direita brasileira.
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