Morre a bailarina Gisèle Santoro, ícone da dança em Brasília, aos 86 anos

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Morre a bailarina Gisèle Santoro, ícone da dança em Brasília, aos 86 anos

A bailarina, coreógrafa e professora Gisèle Loïse Portinho Serzedello Corrêa, conhecida artisticamente como Gisèle Santoro, morreu aos 86 anos, na quinta-feira (9/10), em Brasília (DF). Ela estava internada no Hospital Santa Helena e enfrentava problemas cardíacos.

Nascida no Rio de Janeiro, Gisèle se formou em dança clássica aos 19 anos, na Escola de Danças Clássicas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, atualmente chamada Escola Maria Olenewa. Em 1962, mudou-se para Brasília, onde construiu uma trajetória artística marcante e se tornou uma das figuras mais influentes da dança na capital.

💃 Legado artístico e cultural

Gisèle Santoro foi fundadora do Seminário Internacional de Dança de Brasília e criadora da Mostra de Dança de Brasília, projetos que formaram gerações de bailarinos e ampliaram o alcance da arte na cidade.

Na capital federal, ela conheceu o maestro e compositor Cláudio Santoro, com quem se casou e teve dois filhos, Alessandro e Gisele Santoro. O Teatro Nacional, um dos principais espaços culturais da cidade, leva o nome de seu marido — uma homenagem à contribuição artística do casal para o desenvolvimento cultural de Brasília.

Durante o período da ditadura militar, em 1966, Gisèle e Cláudio retornaram ao Rio de Janeiro, mas acabaram sendo exilados na Europa, onde viveram por vários anos. O casal só voltou ao Brasil em 1978, após convite para a inauguração do Teatro Nacional, marcando o reencontro com o país e com o público brasileiro.

A trajetória de Gisèle Santoro é lembrada como um símbolo de dedicação à arte, à educação e à cultura brasileira.

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