PIB do Brasil desacelera e cresce 0,4% no segundo trimestre de 2025

PIB do Brasil desacelera e cresce 0,4% no segundo trimestre de 2025

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil apresentou crescimento de 0,4% entre abril e junho deste ano em comparação aos três primeiros meses de 2025. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (2). O desempenho indica uma desaceleração no ritmo da economia nacional.

Esse resultado ficou um pouco acima da expectativa do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que previa avanço de 0,3% para o período.

Setores produtivos

Entre os setores, os serviços registraram crescimento de 0,6%, enquanto a indústria avançou 0,5%. Já a agropecuária teve leve recuo de 0,1%, considerado praticamente estável pelo IBGE.

Consumo e investimentos

No lado da demanda, o consumo das famílias aumentou 0,5%, sustentado pelo crescimento dos salários reais e pelos programas governamentais de transferência de renda. Por outro lado, o consumo do governo recuou 0,6%, e a formação bruta de capital fixo (investimentos) caiu 2,2% no trimestre.

As exportações cresceram 0,7%, contribuindo positivamente para o PIB, enquanto as importações caíram 2,9%.

Avaliação do IBGE

Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, destaca que a desaceleração do crescimento era esperada devido à política monetária mais restritiva adotada desde setembro do ano passado, com aumento dos juros. Setores que dependem mais de crédito, como a indústria de transformação e construção, são os mais afetados. Já o setor de serviços, menos dependente de crédito, apresenta maior resistência ao cenário atual.

Panorama anual e comparativo

Na comparação com o segundo trimestre de 2024, o PIB cresceu 2,2%, puxado por avanços na agropecuária (10,1%), indústria (1,1%) e serviços (2%). No acumulado do primeiro semestre de 2025, o crescimento foi de 2,5%, e nos últimos quatro trimestres, 3,2%.

Para este ano, o Banco Central estima um crescimento econômico de 2,1%, enquanto o Ministério da Fazenda projeta um avanço de 2,5%. O mercado financeiro prevê um crescimento próximo de 2,2% para 2025.

Indicadores adicionais

Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 3,2 trilhões no segundo trimestre, sendo R$ 2,7 trilhões referentes ao valor adicionado a preços básicos e R$ 431,7 bilhões em impostos líquidos sobre produtos.

A taxa de investimento alcançou 16,8% do PIB, acima dos 16,6% registrados no mesmo período do ano anterior. Já a taxa de poupança foi de 16,8%, superior aos 16,2% do segundo trimestre de 2024.

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