Maduro Reage a Nova Recompensa e Afirma: “Ataque Pode Ser o Fim do Império Americano”

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a fazer duras declarações contra os Estados Unidos após o governo americano anunciar o aumento da recompensa por informações que levem à sua prisão. Durante uma transmissão oficial pela emissora estatal VTV, na noite de segunda-feira (11), Maduro afirmou que qualquer tentativa de ataque contra ele poderia desencadear “o fim do império americano”.

“Digo aos imperialistas, e ao meu povo: não ousem. Se nos atacarem, a resposta pode significar o fim do império americano”, declarou o líder venezuelano, que desde 2013 ocupa o cargo mais alto do país e é amplamente contestado pela oposição e por parte da comunidade internacional.

O pronunciamento veio após o Departamento de Estado dos EUA anunciar que dobrou o valor da recompensa oferecida por informações que resultem na prisão de Maduro. A quantia, que anteriormente era de US$ 25 milhões, agora chega a US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 275 milhões na cotação atual).

Durante seu discurso, Maduro destacou que as Forças Armadas venezuelanas mantêm uma postura firme contra qualquer interferência externa e afirmou que até os cadetes de primeiro ano recebem treinamento com base em uma doutrina anti-imperialista. A declaração foi feita em meio a crescentes tensões diplomáticas entre Caracas e Washington.

Disputa eleitoral e alegações de ilegitimidade

A escalada do discurso ocorre também em um contexto de disputas sobre a legitimidade do governo Maduro. Em julho de 2024, o presidente foi declarado vencedor das eleições presidenciais na Venezuela. No entanto, o processo eleitoral foi marcado por fortes denúncias de irregularidades, ausência de observadores internacionais independentes e censura a opositores.

Os Estados Unidos não reconhecem Maduro como presidente legítimo e consideram o governo venezuelano uma ditadura. A oposição alega ter vencido o pleito de 2024, mas os resultados oficiais nunca foram totalmente divulgados pela autoridade eleitoral venezuelana nem pelo Supremo Tribunal do país, ambos sob forte influência do chavismo.

A recente ampliação da recompensa americana é interpretada pelo governo venezuelano como parte de uma campanha internacional para desestabilizar o país e deslegitimar sua liderança.

Apoio internacional

Apesar das acusações de autoritarismo e violações dos direitos humanos, Maduro tem fortalecido alianças com países como Rússia, China e Irã. Recentemente, firmou novos acordos estratégicos com o presidente russo Vladimir Putin, reforçando sua posição geopolítica em um cenário de polarização internacional.

A relação com os Estados Unidos, no entanto, permanece extremamente deteriorada, e a retórica agressiva de ambos os lados alimenta as tensões diplomáticas e políticas no continente.

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