
A Prefeitura de Goiânia anunciou um superávit primário de R$ 692,7 milhões no terceiro bimestre de 2025, conforme o Relatório Resumido da Execução Orçamentária divulgado nesta quarta-feira. Esse resultado é um indicativo da estabilidade fiscal da gestão e é comparável ao superávit de R$ 705,5 milhões registrado no bimestre anterior, que foi destacado pelo prefeito Sandro Mabel (UB) como um marco histórico para a capital.
No período analisado, a receita total da administração municipal atingiu R$ 4.997.264.888,18, enquanto as despesas liquidadas somaram R$ 4.339.082.864,94. Além disso, os saldos financeiros da gestão anterior, sob Rogério Cruz (SD), contribuíram com R$ 406,7 milhões ao caixa do município.
O relatório também revelou um superávit orçamentário de R$ 658 milhões, que representa a diferença entre a arrecadação e os gastos reconhecidos durante o primeiro semestre de 2025.
Arrecadação Municipal
Até o terceiro bimestre, as despesas empenhadas ultrapassaram R$ 5,8 bilhões, enquanto o valor efetivamente liquidado foi de pouco mais de R$ 4,3 bilhões. Os principais tributos que impulsionaram a arrecadação foram o IPTU (R$ 792,7 milhões), o ISS (R$ 721,1 milhões), o ITBI (R$ 178 milhões) e o IRRF (R$ 338,2 milhões). As transferências correntes totalizaram R$ 1,87 bilhão.
Com uma previsão orçamentária anual de R$ 10,6 bilhões, a Prefeitura já arrecadou quase metade do total estimado para 2025.
Investimentos e Gastos
O relatório indica que a administração destinou R$ 153,8 milhões para despesas de capital, que incluem investimentos em obras públicas e aquisição de equipamentos.
Em relação aos gastos com pessoal, a Prefeitura registrou R$ 2,11 bilhões, representando 48,71% da Receita Corrente Líquida (RCL), abaixo do limite prudencial de 51,3% e do teto legal de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Educação e Saúde
Na área da educação, a gestão aplicou apenas 18,13% do orçamento, ficando abaixo do mínimo constitucional de 25%, mas superou a exigência do Fundeb, destinando 85,6% para a remuneração de profissionais da educação básica. Para a saúde, o percentual aplicado foi de 20,37%, acima do mínimo legal de 15%.
Situação da Dívida
A dívida consolidada líquida representa 27,34% da Receita Corrente Líquida, bem abaixo do limite de 120% definido pelo Senado Federal. Essa relação saudável entre endividamento e receita sugere uma sólida saúde fiscal, permitindo à administração ampliar investimentos de forma segura.
O relatório também detalhou o volume de restos a pagar, com R$ 178,2 milhões em despesas processadas e R$ 74,1 milhões em despesas ainda em execução.
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